{"id":12110,"date":"2017-02-09T15:14:27","date_gmt":"2017-02-09T17:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/?p=12110"},"modified":"2017-02-09T15:14:27","modified_gmt":"2017-02-09T17:14:27","slug":"o-fator-humano-e-levado-a-serio-no-projeto-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/o-fator-humano-e-levado-a-serio-no-projeto-estrutural\/","title":{"rendered":"O Fator Humano \u00e9 levado a s\u00e9rio no Projeto Estrutural?"},"content":{"rendered":"<div  class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box nonhundred-percent-fullwidth\"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:20px;padding-right:0px;padding-bottom:20px;padding-left:0px;'><div class=\"fusion-builder-row fusion-row \"><div  class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1  fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1\"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>\n\t\t\t<div class=\"fusion-column-wrapper\"  style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;\"  data-bg-url=\"\">\n\t\t\t\t<p>Reproduzimos a seguir, na \u00edntegra, artigo publicado pelo Engenheiro Lucas Ramires, face a import\u00e2ncia que a Engebrac Engenharia d\u00e1 ao tema.<\/p>\n<div class=\"fusion-sep-clear\"><\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep sep-shadow\" style=\"background:radial-gradient(ellipse at 50% -50% , #e0dede 0px, rgba(255, 255, 255, 0) 80%) repeat scroll 0 0 rgba(0, 0, 0, 0);background:-webkit-radial-gradient(ellipse at 50% -50% , #e0dede 0px, rgba(255, 255, 255, 0) 80%) repeat scroll 0 0 rgba(0, 0, 0, 0);background:-moz-radial-gradient(ellipse at 50% -50% , #e0dede 0px, rgba(255, 255, 255, 0) 80%) repeat scroll 0 0 rgba(0, 0, 0, 0);background:-o-radial-gradient(ellipse at 50% -50% , #e0dede 0px, rgba(255, 255, 255, 0) 80%) repeat scroll 0 0 rgba(0, 0, 0, 0);margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:;margin-bottom:10px;\"><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Sauda\u00e7\u00f5es aos colegas. Pe\u00e7o licen\u00e7a para provocar uma reflex\u00e3o e\/ou discuss\u00e3o: a possibilidade de falha humana no Projeto Estrutural \u00e9 tratada adequadamente pelos respons\u00e1veis? Em geral, em minha opini\u00e3o, n\u00e3o como deveria ou poderia&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um antigo mentor costumava dizer:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Projeto Estrutural \u00e9 mesa de cirurgia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, sempre achei extremamente v\u00e1lida a compara\u00e7\u00e3o. Ele me fazia lembrar de coisas que podem facilmente ser esquecidas no meio das demandas do dia-a-dia de um escrit\u00f3rio de c\u00e1lculo: responsabilidade direta para com in\u00fameras <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\">Vidas<\/span><\/strong><\/span>, complexidade dos procedimentos envolvidos, necessidade de foco, concentra\u00e7\u00e3o, disciplina, experi\u00eancia, organiza\u00e7\u00e3o, conhecimento te\u00f3rico profundo, gerenciamento das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es sob tens\u00e3o, entre outras. Pequenos erros podem ser <strong><span style=\"color: #ff0000;\">fatais<\/span><\/strong>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente a pr\u00f3pria medicina, ao investigar as causas de insucessos de procedimentos cir\u00fargicos, percebeu que uma gama enorme (ENORME) desses insucessos poderia ter sido evitada. Para combater o problema, foram revisar as li\u00e7\u00f5es da avia\u00e7\u00e3o, energia nuclear, e outras ind\u00fastrias, reconhecidas como organiza\u00e7\u00f5es altamente confi\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A anestesiologia, por exemplo, foi por muito tempo considerada mais perigosa do que a cirurgia em si. Os experts da \u00e1rea partiram do reconhecimento de um fator determinante: <strong>a falha humana<\/strong>. Estudaram detalhadamente fatores contribuintes como inexperi\u00eancia, pouca familiaridade com equipamento, comunica\u00e7\u00e3o deficiente entre membros da equipe, pressa, desaten\u00e7\u00e3o, fadiga e desenho deficiente dos equipamentos. Em uma d\u00e9cada a taxa de mortalidade associada \u00e0 anestesiologia geral em pa\u00edses desenvolvidos caiu mais de 95% (de 1 em 5.000 para 1 em 200.000 casos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na avia\u00e7\u00e3o, nem sempre foi como \u00e9 hoje. At\u00e9 onde estudei o assunto, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970 os respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a de voo analisavam exclusivamente os riscos de ordem t\u00e9cnica. A partir desse per\u00edodo houve um avan\u00e7o tecnol\u00f3gico significativo que modificou o foco da seguran\u00e7a, direcionando-o ao fator humano da opera\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Percebeu-se que as cat\u00e1strofes ocorriam n\u00e3o por um fator isolado, mas por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores. Os n\u00fameros variam conforme a fonte, mas indicam que a falha humana \u00e9 apontada como componente principal em 80% dos acidentes a\u00e9reos. J\u00e1 ouvi algu\u00e9m se reportar \u00e0s listas de verifica\u00e7\u00e3o de voo como \u201cescritas \u00e0 sangue\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elementos de sucesso para preven\u00e7\u00e3o de acidentes, tanto na medicina como na avia\u00e7\u00e3o, parecem ter sido itens como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; reconhecimento dos riscos associados a possibilidade de falha humana (RECONHECER essa possibilidade e ATUAR sobre ela parece ser um grande obst\u00e1culo.)<br \/>\n&#8211; condi\u00e7\u00f5es ambientais planejadas para o exerc\u00edcio das tarefas<br \/>\n&#8211; protocolos inteligentes de trabalho<br \/>\n&#8211; listas de verifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n&#8211; investiga\u00e7\u00e3o das causas dos problemas<br \/>\n&#8211; padroniza\u00e7\u00e3o de trabalhos\/rotinas\/comunica\u00e7\u00e3o\/etc<br \/>\n&#8211; treinamento padronizado<br \/>\n&#8211; entre outros (n\u00e3o quero me alongar)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito tudo isso volto ao tema projeto estrutural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode ser um bot\u00e3o apertado acidentalmente, uma carga esquecida, uma pequena altera\u00e7\u00e3o sem a devida checagem, um desenho que saiu errado, um julgamento feito \u00e0s pressas, uma considera\u00e7\u00e3o equivocada, uma quantidade digitada errada, um \u201cCtrl+C\/Ctrl+V\u201d, e uma falha grave poder\u00e1 estar sacramentada. Basta uma pequena distra\u00e7\u00e3o e&#8230; pronto, o Projeto Estrutural pode estar severamente comprometido e voc\u00ea nem percebeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basta um dia ruim, ter dormido mal, press\u00e3o do cliente ou ter se desentendido com algu\u00e9m que at\u00e9 mesmo o melhor engenheiro tamb\u00e9m poder\u00e1 deixar erros passarem. O que dizer dos menos experientes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TODO MUNDO ERRA&#8230; Existe uma \u00e1rea da psicologia que estuda especificamente a natureza do erro humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como, por exemplo, sabendo que <em>a capacidade de aten\u00e7\u00e3o humana \u00e9 limitada<\/em>, diante de tantas e t\u00e3o complexas situa\u00e7\u00f5es que envolvem um Projeto Estrutural, \u00e9 poss\u00edvel evitar que problemas dessa natureza aconte\u00e7am?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As estrat\u00e9gias para lidar com a import\u00e2ncia da tarefa, que j\u00e1 vi por a\u00ed (e tamb\u00e9m j\u00e1 fiz), costumam ser mais ou menos assim: N\u00e3o atender o telefone; Ir para uma sala fechada; Revisar \u201cn\u201d vezes a mesma coisa; Pedir para outra pessoa revisar; Chegar antes de todos no escrit\u00f3rio para conseguir se concentrar adequadamente; Ficar at\u00e9 mais tarde, quando ningu\u00e9m ir\u00e1 interromper; etc. Paliativos que na minha experi\u00eancia podem se mostrar bastante ineficazes. Podem dar uma \u201csensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a\u201d e, ainda assim, possuir v\u00edcios ser\u00edssimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pergunto aos colegas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Em geral, temos a PERCEP\u00c7\u00c3O CORRETA dos riscos associados \u00e0 possibilidade de falha humana e de como trat\u00e1-los ao longo da elabora\u00e7\u00e3o de um projeto, nas pequenas tarefas do dia-a-dia?<br \/>\n&#8211; Como os colegas garantem (GARANTEM) que o projeto n\u00e3o guarda uma falha humana significativa no seu interior?<br \/>\n&#8211; Revisam? Essa revis\u00e3o \u00e9 padronizada em termos de COMO revisar e O QUE revisar?<br \/>\n&#8211; Como garantem que a equipe de trabalho fez tudo que se espera que ela fa\u00e7a? Baseiam-se \u201capenas\u201d na confian\u00e7a? Quando supervisionam o trabalho de algu\u00e9m \u201capenas passam os olhos\u201d ou v\u00e3o \u201ca fundo\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde j\u00e1 agrade\u00e7o as opini\u00f5es e coment\u00e1rios,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Cordialmente<\/em>,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lucas Ramires<\/strong><br \/>\n<strong> S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PS<\/strong>: Por mais de 8 anos me debrucei sobre esse assunto no \u201ccampo de batalha\u201d. Trabalhei especificamente com auditoria de projeto estrutural, cataloga\u00e7\u00e3o de erros, verifica\u00e7\u00e3o de causas de erros, padroniza\u00e7\u00e3o, treinamento de engenheiros, e estabelecimento de procedimentos (para calcular, para detalhar, para revisar) para, especificamente, evitar que erros acontecessem em projetos estruturais. Foram centenas de projetos e dezenas de engenheiros envolvidos. Estou pensando em divulgar alguns artigos sobre essa experi\u00eancia de imers\u00e3o na luta contra a ocorr\u00eancia de erros na elabora\u00e7\u00e3o de projetos estruturais, sobre o que funciona e o que n\u00e3o funciona, com o prop\u00f3sito de contribuir com a comunidade. N\u00e3o tenho visto iniciativas espec\u00edficas sobre esse tema (se algu\u00e9m souber me avise, por favor).<\/p>\n<p>Quem tiver interesse em receber estes artigos pode cadastrar seu e-mail nesse link:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/estruturasegura.com.br\/com_tqs\">http:\/\/estruturasegura.com.br\/com_tqs<\/a><\/p>\n<div class=\"fusion-clearfix\"><\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":12119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-12110","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-projeto-estrutural"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12110"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12110\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12121,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12110\/revisions\/12121"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12119"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/engebrac.com.br\/main\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}